terça-feira, 23 de novembro de 2010


                    CAPITULO 5

Meu interfone tocara. Era Matheus. Ele e o Lázaro, um amigo dele, que me conhecia há dois anos. Fui para frente do prédio, e me deparei com o fascinante sorriso de Matheus. Aquele sorriso enlouqueceria qualquer uma. Ele me puxou a um canto onde teríamos certeza que estávamos a sós. Olhou em meus olhos, e voltou a falar sobre o quando me amava, e me pedira em namoro. Um frio começou em minha barriga, e comecei a tremer. Nunca fui direta, sempre apoiei as ações. E nem resposta dei, apenas um beijo, o melhor de todos. Nunca tivera me entregado tanto a alguém quanto a ele, nunca acreditei tanto em um amor quanto nesse. Achei que ele pudesse me fazer esquecer Leonardo. Um dia depois, cheguei em casa depois de mais um dia cansativo, e parei para pensar sobre o que me chamara a atenção em Matheus. Talvez fosse o que ele fez, e Leonardo não. Leonardo nunca dissera seriamente e olhando fixamente em meus olhos que me amava, que nem o Matheus. Leonardo nunca me abraçara enquanto chorava, que nem Matheus, com seu abraço delicado, e que me faz delirar. Ficamos quase um mês, quando o estresse nos subiu a cabeça. Parecíamos cão e gato. Brigávamos doze horas por dia. As outras doze horas do dia, nós dormíamos. Até Matheus pedir um tempo. Meu teto desabara, novamente. Mas nada demais. Vou resumir bem a história: ficamos num vai e volta destruidor durante meses. E, entre esses meses, encontrei alguém que realmente nunca achei que acharia: Vinícius Friedrich Clós.

            Estatura baixa, um cabelo impecável e macio, além de escuro, assim como seus olhos. Pele clara. A pessoa mais linda do mundo. Era num desses intervalos de namoro com o Matheus, em que fiquei com Vinicius. Era noite, a melhor da minha vida. Naquele dia, consegui esquecer os meus problemas, e eu me sentia bem ao lado de Vinicius. E o beijo dele, bom, foi o melhor de todos. Sem contar que o abraço dele tirava minhas dores. Tanto emocionais, quanto as dores físicas. Aquele dia parecia o conto da Cinderela, em que o encanto acabara meia noite. Literalmente. Infelizmente, soltei sua mão, e lhe disse, com apenas uma noite de paixão, que o amava. Pelo menos eu achava. Agora, acho que eu estava tão perdida e confusa nos sentimentos, que eu me apeguei a ele. Ele era o mais próximo. Enfim. Esse “romance” não deu muito certo. Sem detalhes. Obrigada.